Pense…

julho 3, 2009

Não sei se alguém conhece esta aqui.

Recebi por e-mail do André, diretor de arte, grande cara, trabalha comigo. Não sei a autoria.

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Certa tarde, um famoso banqueiro ia para casa em sua limousine quando viu dois homens à beira da estrada, comendo grama. Ordenou ao seu motorista que parasse e, saindo, perguntou a um deles:

- Porque vocês estão comendo grama?

- Não temos dinheiro para comida – disse o pobre homem. Por isso, temos que comer grama.

- Bem, então venham à minha casa e eu lhes darei de comer – disse o banqueiro.

- Obrigado, mas tenho mulher e dois filhos comigo. Estão ali, debaixo daquela árvore.

- Que venham também – disse novamente o banqueiro.

E, voltando-se para o outro homem, disse-lhe:

- Você também pode vir.

O homem, com uma voz muito sumida disse:

- Mas, senhor, eu também tenho esposa e seis filhos comigo!

- Pois que venham também! – respondeu o banqueiro.

E entraram todos no enorme e luxuoso carro.

Uma vez a caminho, um dos homens olhou timidamente o banqueiro e disse:

- O senhor é muito bom. Obrigado por nos levar a todos!

O banqueiro respondeu:

- Meu caro, não tenha vergonha, fico muito feliz por fazê-lo! Vocês vão ficar encantados com a minha casa. A grama está com mais de 20 centí­metros de altura!

Moral da história:
“Quando você achar que um banqueiro está lhe ajudando, não se iluda, pense mais um pouco!”

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Eu diria mais: essa moral não serve apenas para banqueiros.

-|T|-


Miss

maio 6, 2009

Seus braços finos e corpo esguio serviriam como padrão de beleza em qualquer passarela, mas não agora. Não ali.

Seus cabelos longos fariam a alegria de qualquer cabeleireiro, mas talvez não fosse o momento.

A última coisa que comera se parecia com uma maçã, no domingo, depois da feira.

Talvez porque quisesse manter o peso.

Talvez porque não tivesse escolha.

O braço, caído ao longo do corpo, seria perfeito para pulseiras extravagantes, mas ostentava delicados elásticos de dinheiro.

Seu modelito chamava a atenção de quem passasse por ela, mas isso nem sempre é vantajoso.

Seus pés pareciam flutuar sem calçados sobre o cimento amigo – e talvez estivessem mesmo.

Seu estômago já aprendera a não reclamar mais. Ela tivera que se acostumar a isso desde pequena.

O peso sobre seus ombros talvez a fizesse perder a postura e a coragem de encarar as pessoas.

Quando voltou a desfilar, as pessoas abriram passagem. Ela não queria fama, nem contratos milionários. Não queria flashes, entrevistas, viagens.

Ela queria ser gente.

Deu uma olhadinha na vitrine de eletrônicos. Na TV, uma entrevista que mostrava a dieta da vencedora do concurso de Miss Brasil.

Engoliu em seco.

Uma lágrima brotou e deixou um rastro de pele macia em meio à maquiagem escura que já durava dias.

Assim, cabisbaixa, ela se afastou para o imenso vazio à procura de algum cantinho, com a esperança de que não chovesse para que seus sonhos continuassem a alimentar sua alma faminta.

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-|T|-
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